Estava longe, ausente em palavras e pensamentos.
As vezes quando percebo a insignificância de tudo, eu desapareço.
Desapareço de mim mesma,
minha essência fica presa no cotidiano.
No dia a dia sem sentido,
no vagar simples e vazio de momentos brancos.
Não consigo mais abster-me das ausências vazias,
da desconstrução simples, pedaço a pedaço
de um ser que vaga.
Em poucos momentos de clareza sinto os pedaços
caindo no esquecimento.
Esquecimento...
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Grito
Essa poesia foi publicada no livro Meu Poeta - Segunda Coletânea da UEM, em 1987, quando era acadêmica de farmácia. A poesia mesmo acho que escrevi por volta de 1984. Faz tanto tempo que nem lembro mais.
Imagino minha pele, meu corpo, sentindo os pingos da chuva,
a princípio leves e depois grossos, que tocam e machucam.
A água cai das nuvens em torrentes e me molha e me encharca.
Misturam-se as lágrimas da natureza as minhas lágrimas.
Meu peito arfa, a respiração é rápida e meu corpo se torna tenso e frio.
Me seguro, me controlo.
E então, como relâmpagos e trovões, meu rosto se contrai e
minha boca emite um grito,
que corta a chuva, que risca o céu.
E recebo em meu rosto, os pingos da chuva e bebo minhas lágrimas
e me entrego a esse sentimento que me entristece.
E junto a violência do tempo, vibra meu corpo em intensidade infinita.
Me solto, me machucando.
Enfrento os céus e junto com eles me desespero.
E então, como se juntos decidíssemos que era hora de parar,
cessam as lágrimas, cessam as águas.
Molhada, me solto e caio cheirando a terra encharcada e fico
sentindo o vento e o frio da terra, o frio do corpo e dos meus sentimentos,
sentindo-me vazia e estranhamente em paz.
Imagino minha pele, meu corpo, sentindo os pingos da chuva,
a princípio leves e depois grossos, que tocam e machucam.
A água cai das nuvens em torrentes e me molha e me encharca.
Misturam-se as lágrimas da natureza as minhas lágrimas.
Meu peito arfa, a respiração é rápida e meu corpo se torna tenso e frio.
Me seguro, me controlo.
E então, como relâmpagos e trovões, meu rosto se contrai e
minha boca emite um grito,
que corta a chuva, que risca o céu.
E recebo em meu rosto, os pingos da chuva e bebo minhas lágrimas
e me entrego a esse sentimento que me entristece.
E junto a violência do tempo, vibra meu corpo em intensidade infinita.
Me solto, me machucando.
Enfrento os céus e junto com eles me desespero.
E então, como se juntos decidíssemos que era hora de parar,
cessam as lágrimas, cessam as águas.
Molhada, me solto e caio cheirando a terra encharcada e fico
sentindo o vento e o frio da terra, o frio do corpo e dos meus sentimentos,
sentindo-me vazia e estranhamente em paz.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Suave revolta
Atiro pétalas de flores
aos que me perseguem.
Derrubo seus lindos traseiros
em almofadas de cetim.
Esmurro suas bocas
com lábios suaves.
Revolto-me com suas injustiças
através do sorriso.
Para cada coisa,
uma palavra, um ato.
Para cada gesto de ódio,
um beijo.
Me repudio diante de tudo,
mostrando meu horror dizendo:
Que pena, eu amo
e voces odeiam.
aos que me perseguem.
Derrubo seus lindos traseiros
em almofadas de cetim.
Esmurro suas bocas
com lábios suaves.
Revolto-me com suas injustiças
através do sorriso.
Para cada coisa,
uma palavra, um ato.
Para cada gesto de ódio,
um beijo.
Me repudio diante de tudo,
mostrando meu horror dizendo:
Que pena, eu amo
e voces odeiam.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Querer (1976)
Quero sentir o leve toque da mais linda areia, escorrendo pelos meus dedos como se fosse o tempo que voa e foge ao mais leve contato.
Quero possuir todas as coisas em sua essência, perceber as nuâncias, as mais leves agitações, os mais leves burburinhos das marés.
Quero tentar tocar e reler a água que banha meu corpo, que limpa minha alma.
Quero não ter que sair por aí tentando conseguir algo, quero poder imagnar e já sentir.
Quero buscar a essência das coisas em si mesmas, segurá-las em minhas mãos e fixá-las para que pemaneçam eternas em mim.
Quero ser o eu mais o todo, quero ser tudo e ao mesmo tempo o nada, pois o tudo em si só é o nada e o nada não existindo permite que o meu nada seja tudo, posto que existe em mim e eu sei o que sou.
Quero possuir todas as coisas em sua essência, perceber as nuâncias, as mais leves agitações, os mais leves burburinhos das marés.
Quero tentar tocar e reler a água que banha meu corpo, que limpa minha alma.
Quero não ter que sair por aí tentando conseguir algo, quero poder imagnar e já sentir.
Quero buscar a essência das coisas em si mesmas, segurá-las em minhas mãos e fixá-las para que pemaneçam eternas em mim.
Quero ser o eu mais o todo, quero ser tudo e ao mesmo tempo o nada, pois o tudo em si só é o nada e o nada não existindo permite que o meu nada seja tudo, posto que existe em mim e eu sei o que sou.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Formas e linhas
Essa será a primeira poesia que escrevo aqui.
Já faz muito tempo, foi em 92.
Está publicada no livro Sobrevivência: Antologia Poética.
Um esforço conjunto de pessoas que acreditavam em escrever pelo amor às palavras, sem regras, sem compromissos com o leitor, somente com o sentimento e com a ajuda do SESC é claro. Bons tempos.
Formas e linhas
Como formas imagino...
triângulos, retângulos,
círculos, perfis.
Como linhas imagino...
bocas, horizontes,
montanhas, escritas.
De formas, como tantos,
tenho muito.
De linhas, como poucos,
tenho sempre.
Muitos perfis e figuras afins.
Sempre escritas e coisas assim.
Nas linhas de tua boca,
nos horizontes de minhas escritas,
perco muitas formas.
Formas de mim.
domingo, 7 de agosto de 2011
Re... começo
Para mim iniciar um espaço onde posso me expressar é recomeçar. Já tentei seguir pelos caminhos da poesia e me perdi em algum momento lá atrás. Não sei onde, não me lembro quando, só sei que ao tentar resgatar parece que aconteceu algo mais do que a perda. Houve a quebra. Algo se rompeu e não existe nada pior do que você não ter percebido ou sentido. Mas aconteceu. Por isso o resgate é inevitável. Será possível?? Vou tentar.
Assinar:
Postagens (Atom)