Atiro pétalas de flores
aos que me perseguem.
Derrubo seus lindos traseiros
em almofadas de cetim.
Esmurro suas bocas
com lábios suaves.
Revolto-me com suas injustiças
através do sorriso.
Para cada coisa,
uma palavra, um ato.
Para cada gesto de ódio,
um beijo.
Me repudio diante de tudo,
mostrando meu horror dizendo:
Que pena, eu amo
e voces odeiam.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Querer (1976)
Quero sentir o leve toque da mais linda areia, escorrendo pelos meus dedos como se fosse o tempo que voa e foge ao mais leve contato.
Quero possuir todas as coisas em sua essência, perceber as nuâncias, as mais leves agitações, os mais leves burburinhos das marés.
Quero tentar tocar e reler a água que banha meu corpo, que limpa minha alma.
Quero não ter que sair por aí tentando conseguir algo, quero poder imagnar e já sentir.
Quero buscar a essência das coisas em si mesmas, segurá-las em minhas mãos e fixá-las para que pemaneçam eternas em mim.
Quero ser o eu mais o todo, quero ser tudo e ao mesmo tempo o nada, pois o tudo em si só é o nada e o nada não existindo permite que o meu nada seja tudo, posto que existe em mim e eu sei o que sou.
Quero possuir todas as coisas em sua essência, perceber as nuâncias, as mais leves agitações, os mais leves burburinhos das marés.
Quero tentar tocar e reler a água que banha meu corpo, que limpa minha alma.
Quero não ter que sair por aí tentando conseguir algo, quero poder imagnar e já sentir.
Quero buscar a essência das coisas em si mesmas, segurá-las em minhas mãos e fixá-las para que pemaneçam eternas em mim.
Quero ser o eu mais o todo, quero ser tudo e ao mesmo tempo o nada, pois o tudo em si só é o nada e o nada não existindo permite que o meu nada seja tudo, posto que existe em mim e eu sei o que sou.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Formas e linhas
Essa será a primeira poesia que escrevo aqui.
Já faz muito tempo, foi em 92.
Está publicada no livro Sobrevivência: Antologia Poética.
Um esforço conjunto de pessoas que acreditavam em escrever pelo amor às palavras, sem regras, sem compromissos com o leitor, somente com o sentimento e com a ajuda do SESC é claro. Bons tempos.
Formas e linhas
Como formas imagino...
triângulos, retângulos,
círculos, perfis.
Como linhas imagino...
bocas, horizontes,
montanhas, escritas.
De formas, como tantos,
tenho muito.
De linhas, como poucos,
tenho sempre.
Muitos perfis e figuras afins.
Sempre escritas e coisas assim.
Nas linhas de tua boca,
nos horizontes de minhas escritas,
perco muitas formas.
Formas de mim.
domingo, 7 de agosto de 2011
Re... começo
Para mim iniciar um espaço onde posso me expressar é recomeçar. Já tentei seguir pelos caminhos da poesia e me perdi em algum momento lá atrás. Não sei onde, não me lembro quando, só sei que ao tentar resgatar parece que aconteceu algo mais do que a perda. Houve a quebra. Algo se rompeu e não existe nada pior do que você não ter percebido ou sentido. Mas aconteceu. Por isso o resgate é inevitável. Será possível?? Vou tentar.
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