Seguem as horas, os dias, as semanas,
seguem os anos e a vida,
junto com as horas vão os pedaços,
pedacinhos, os pensamentos...
Reconstruir-se, será possível?
Cada pensamento que se vai,
leva um pouco de voce.
As vezes podemos observá-los voando,
seguindo um caminho ora leve, ora tortuoso,
ora levado pelos ventos, ora levado por outros pensamentos.
O segundo suspiro
segunda-feira, 30 de dezembro de 2019
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Ausência
Estava longe, ausente em palavras e pensamentos.
As vezes quando percebo a insignificância de tudo, eu desapareço.
Desapareço de mim mesma,
minha essência fica presa no cotidiano.
No dia a dia sem sentido,
no vagar simples e vazio de momentos brancos.
Não consigo mais abster-me das ausências vazias,
da desconstrução simples, pedaço a pedaço
de um ser que vaga.
Em poucos momentos de clareza sinto os pedaços
caindo no esquecimento.
Esquecimento...
As vezes quando percebo a insignificância de tudo, eu desapareço.
Desapareço de mim mesma,
minha essência fica presa no cotidiano.
No dia a dia sem sentido,
no vagar simples e vazio de momentos brancos.
Não consigo mais abster-me das ausências vazias,
da desconstrução simples, pedaço a pedaço
de um ser que vaga.
Em poucos momentos de clareza sinto os pedaços
caindo no esquecimento.
Esquecimento...
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Grito
Essa poesia foi publicada no livro Meu Poeta - Segunda Coletânea da UEM, em 1987, quando era acadêmica de farmácia. A poesia mesmo acho que escrevi por volta de 1984. Faz tanto tempo que nem lembro mais.
Imagino minha pele, meu corpo, sentindo os pingos da chuva,
a princípio leves e depois grossos, que tocam e machucam.
A água cai das nuvens em torrentes e me molha e me encharca.
Misturam-se as lágrimas da natureza as minhas lágrimas.
Meu peito arfa, a respiração é rápida e meu corpo se torna tenso e frio.
Me seguro, me controlo.
E então, como relâmpagos e trovões, meu rosto se contrai e
minha boca emite um grito,
que corta a chuva, que risca o céu.
E recebo em meu rosto, os pingos da chuva e bebo minhas lágrimas
e me entrego a esse sentimento que me entristece.
E junto a violência do tempo, vibra meu corpo em intensidade infinita.
Me solto, me machucando.
Enfrento os céus e junto com eles me desespero.
E então, como se juntos decidíssemos que era hora de parar,
cessam as lágrimas, cessam as águas.
Molhada, me solto e caio cheirando a terra encharcada e fico
sentindo o vento e o frio da terra, o frio do corpo e dos meus sentimentos,
sentindo-me vazia e estranhamente em paz.
Imagino minha pele, meu corpo, sentindo os pingos da chuva,
a princípio leves e depois grossos, que tocam e machucam.
A água cai das nuvens em torrentes e me molha e me encharca.
Misturam-se as lágrimas da natureza as minhas lágrimas.
Meu peito arfa, a respiração é rápida e meu corpo se torna tenso e frio.
Me seguro, me controlo.
E então, como relâmpagos e trovões, meu rosto se contrai e
minha boca emite um grito,
que corta a chuva, que risca o céu.
E recebo em meu rosto, os pingos da chuva e bebo minhas lágrimas
e me entrego a esse sentimento que me entristece.
E junto a violência do tempo, vibra meu corpo em intensidade infinita.
Me solto, me machucando.
Enfrento os céus e junto com eles me desespero.
E então, como se juntos decidíssemos que era hora de parar,
cessam as lágrimas, cessam as águas.
Molhada, me solto e caio cheirando a terra encharcada e fico
sentindo o vento e o frio da terra, o frio do corpo e dos meus sentimentos,
sentindo-me vazia e estranhamente em paz.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Suave revolta
Atiro pétalas de flores
aos que me perseguem.
Derrubo seus lindos traseiros
em almofadas de cetim.
Esmurro suas bocas
com lábios suaves.
Revolto-me com suas injustiças
através do sorriso.
Para cada coisa,
uma palavra, um ato.
Para cada gesto de ódio,
um beijo.
Me repudio diante de tudo,
mostrando meu horror dizendo:
Que pena, eu amo
e voces odeiam.
aos que me perseguem.
Derrubo seus lindos traseiros
em almofadas de cetim.
Esmurro suas bocas
com lábios suaves.
Revolto-me com suas injustiças
através do sorriso.
Para cada coisa,
uma palavra, um ato.
Para cada gesto de ódio,
um beijo.
Me repudio diante de tudo,
mostrando meu horror dizendo:
Que pena, eu amo
e voces odeiam.
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